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A mensagem do Papa Francisco aos jovens

Terça-feira, 02.08.16

 

A mensagem mais importante do Papa Francico aos jovens foi, a meu ver, a de não se deixarem influenciar, manipular, dominar pelos adultos que escolheram o poder e a ganância. Que a sua lógica do ódio, da violência, da apropriação e da destruição não predomine sobre a convivência pacífica e a colaboração entre as pessoas, as comunidades, os países.

Para que um jovem aprenda a observar o mundo de forma real e não distorcida, ou mesmo delirante, e adquira a empatia com o outro, precisa de se libertar da dependência dos videojogos e do isolamento do mundo real, precisa de se embrenhar no mundo, conviver, colaborar em grupos e na comunidade.

 

É reconfortante ver como tantos jovens respondem de forma carinhosa e entusiástica ao Papa Francisco, como a sua presença os ilumina e desafia, como as suas palavras ressoam nas suas consciências.

Os jovens enfrentam hoje desafios enormes. Cabe-lhes escolher entre a insanidade financeira e política actual e um outro caminho saudável e fraterno, entre a apropriação dos recursos naturais e uma gestão sustentável e de responsabilidade partilhada, entre a nova escravatura e a qualidade de vida universal.

O Papa Francisco anima-os, desafia-os, inspira-os. Diz-lhes o essencial, vai directo ao assunto, não enrola, não mistifica. Os jovens percebem claramente o mundo que está a ser desenhado pelos adultos que detêm o poder. E é aí que são alertados para detectar os sinais da destruição e a escolher a vida.

 

O Papa Francisco não tem ilusões nem as alimenta. A realidade é por vezes cruel, de uma crueldade que não tem nome sequer, a lógica da morte e da destruição, um quarto fechado e escuro onde se tortura, um duche onde se gaseia, e isto continua a repetir-se na história humana, o mal em si mesmo, no genocídio ou no assassinato de pessoas ao acaso.

 

 

Detectar, sinalizar e isolar o apelo ao ódio e à violência é fundamental. No entanto, já repararam que só são identificadas e sinalizadas vozes de jovens alienados e religiosos delirantes? Então e as vozes de alguns políticos, altos reponsáveis, de quem pode iniciar um conflito bélico? Encontramos o apelo ao ódio e à violência em pessoas respeitáveis e a todos os níveis do poder político e financeiro.

É essa capacidade de ver a realidade sem ilusões que os jovens são desafiados a adquirir. 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 14:41

Volto a esse rio neste Natal...

Sábado, 15.12.12

 

A minha aventura blogosférica iniciou-se a navegar num rio sem regresso. O cinema como metáfora da vida. Porque o importante é a vida, o importante são as pessoas.

 

Nesta época do Natal, que sempre senti como a época dos afectos, vou dedicar-me nesse rio aos valores humanos fundamentais. Os valores humanos combinam muito bem com o Natal, a época em que nos reencontramos com a nossa própria infância, mesmo que através dos filhos, sobrinhos, netos.

 

Comecei com a liberdade, aqui ligada à justiça e à verdade mas, de certo modo, todos os valores humanos têm origem numa mesma base: o amor, a fraternidade, a empatia. Vermos no outro um outro eu, colocarmo-nos no seu lugar, vermos a sua perspectiva, sentirmos a sua aflição como nossa. 

É verdade que nem todos têm esta capacidade. É próprio dos psicopatas, por exemplo, não sentirem culpabilidade pelo mal que infligem a outros. É a linguagem do poder.

 

Aqui vai hoje este filme, Mr. Smith Goes to Washington, que coloquei pela segunda vez a navegar neste rio.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 23:12

A música e a vida: fraternidade humana

Sexta-feira, 21.09.12

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 13:07

A cultura democrática

Quinta-feira, 20.05.10

 

Foi ao lembrar uma das minhas lines preferidas de filmes, Na minha vida não há lugar para a mentira (Michelle Pfeiffer), n' A Casa da Rússia, que me surgiu esta ideia: o papel da verdade na cultura democrática. No filme, diversas personagens vêem-se envolvidas na lógica das corporações, da política, da espionagem. É-lhes subtraída a possibilidade de respirar à vontade e de simplesmente viver as suas vidas de forma tranquila. É-lhes por pouco subtraído o direito de viver, como aconteceu ao cientista amigo da nossa heroína. Sean Connery dirá que foi a sua escolha mais fácil, optar por salvar a vida da amada e da família, agiu segundo a sua bússula interior e saltou fora da lógica corporativa que não lhes dizia respeito.

 

Estamos numa fase em que ainda é possível saltar fora da lógica corporativa e escolher a cultura democrática. Mas tal não se verificará por muito tempo, porque o sistema tem formas de se defender e de se perpetuar. As vidas simples das pessoas comuns são-lhe indiferentes. Por isso não lhes dizem a verdade. Mas quem opta por lhes dizer a verdade, ganha confiança e credibilidade, assim como ganham as pessoas comuns. A cultura democrática é a civilização do amor de que fala o Papa Bento XVI. A cultura corporativa é uma nova barbárie, sem alma nem coração, sem vida lá dentro, só destruição, é a lei do mais forte contra o mais fraco.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 14:02

A alma acesa

Quarta-feira, 12.05.10

 

 

Quando a alma se acende

tudo se ilumina

caminhos perdidos

reaparecem no horizonte

mãos tateantes encontram-se

abraços e sorrisos

estamos aqui

 

Veio de longe

ao encontro do seu povo

e todos o reconheceram

símbolo de Pedro

construção sagrada

 

Veio ao nosso encontro

lembrar-nos quem somos

e os laços que nos unem

indestrutíveis porque no plano da alma

a alma acesa do seu povo

 

Leva consigo a certeza viva

da confirmação da fé

do amor fraterno

do destino universal

de um povo carinhoso

 

Ficamos mais fortes

na alegria do encontro

o olhar mais límpido e seguro

as mãos menos tateantes

os caminhos a aclarar-se

 

Obrigada, Santo Padre!

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 12:32








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